sexta-feira, 5 de junho de 2009
JOSÉ BONIFÁCIO RISSO RIBEIRO LOPES -
BONI 2º.
Hoje, tive uma conversa séria com o cidadão acima.
Me chamou a atenção a preocupação dele de, primeiro, agradecer a todos nós pelo carinho que dedicamos a ele durante esses anos todos. Agradeceu até às doses de insulina que lhe aplicamos diariamente, reconhecendo que, apesar de dolorosas, são indispensáveis à sua qualidade de vida. Falou que adora o “ossinho” probiotico que ganha, juntamente com as frutas após essas aplicações. Disse que idolatra as várias “camas” que tem pela casa( na prática, quase todas) e os cobertores e edredons que esquentam sua velhice no inverno e até mesmo no verão. Isso sem falar nos almoços, jantares e lanchinhos, com comidas especiais, sem sal nem tempero. Mas feitas com muito amor, especialmente para ele.
Em segundo lugar, se preocupou em pedir desculpas pelas ranzizices e mordidas aleatórias que distribuiu ao longo dos anos, justamente a nós, que o cobrimos de carinho e amor. Confessou arrependimento pelos “xixizes” e “cocozes” que espalhou fartamente pela casa, nem sempre em horários e/ou lugares próprios. Alegou, com toda a razão, que ele também tem suas fraquezas e momentos de depressão, angustia, dor. Assim como nós, os ditos seres humanos. Ele não mencionou e nobremente, nem levou em consideração as muitas vezes que nós descarregamos nossa fúria e frustrações em cima dele.
E por fim, se declarou feliz. Feliz e agradecido, por termos escolhido ele, entre outros irmãozinhos, para fazer parte desta família. Não consegui captar se ele sabe que está chegando na curva do rio, mas tive certeza que até chegar lá, quer que nós estejamos ao seu lado. Deixou bem claro que a nossa presença é fundamental para ele.
Como vocês devem ter reparado, não foi uma conversa não, foi só um monólogo.
Justamente ele, que não fala, foi o único a falar. Mas é que ele sabe se expressar muito bem. Ele só precisa de um “ouvinte” atento, com sensibilidade para captar sentimentos nos seus menores movimentos, num olhar, em um ganido ou rosnar. E nem sempre nós estamos preparados para “ouvir” essas pequenas declarações. Nossos problemas, imaginamos , são muito grandes e importantes e não podemos perder tempo com essas baboseiras.
Só me restou dar-lhe um abraço.
Eu, como animal racional, não tive palavras para agradecer o fato de ele ainda estar conosco. Mas para ele, animal irracional, as palavras não fazem diferença. O que realmente importa é o sentimento e o amor. E isso ele sabe dar, mesmo que nem sempre receba de volta.
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Como eu entendo tudo isso!Passei por tudo isso.E hoje sinto muita falta da dedicação
ResponderExcluirque o querido ZAP me dedicou por tantos anos!
Mas sei que onde estiver continua me amando!
Pro Boni
ResponderExcluirO Boni jamais chegará a curva do Rio, porque ele é imortal.
Não aceito, nem em pensamento, perdê-lo um dia. Será muito, muito difícil.
Ele é parte de tudo o que somos ou sonhamos.
Ele é o protagonista de nossas vidas. Ele é imortal, posto que é chama,mas é infinito enquanto dure em nossos corações, e não acabará nunca.
Nós amamos você, Boni querido, e eu não sei como será a minha vida sem você.
Adoro você "bostinha" da mãe. Amo voce meu nenê velho. Fica conosco o maior tempo que você aguentar.
Te amamos, querido. Não nos deixe nunca.
Beijos, sua mãe,
Lena