A CUMPLICE
Quando comecei este blog, não tinha(e continuo não tendo) uma câmera à mão, como Glauber Rocha, mas tinha uma idéia na cabeça ( sem dúvida,imensamente mais modesta que a dele, Glauber):
A idéia era escrever sobre os problemas triviais de nossa cidade, de nossa região, e assim, quem sabe, ajudar a resolvê-los, ou pelo menos tentar trazê-los à luz de uma discussão saudável , pois, apesar de sabidos e notórios, são problemas só discutidos à boca pequena e sem muito alarido por parte de quem deveria tomar essa iniciativa.
Antes da primeira postagem, pedi uma opinião daquela que está comigo há quase 40 anos. Não por obrigação, mas por gratidão. Afinal, nesses anos todos, nós dois erramos muito. Sempre juntos. Quando casamos, para a época tínhamos acabado de sair da adolescência. Mas estávamos juntos. As porradas que a vida, infelizmente, parece sempre disposta a distribuir aos borbotões, em cascata, e cada uma, do nosso ponto de vista, mais cruel, mais injusta, mais definitiva do que a anterior, encaramos a todas elas, sempre juntos. Brigas?Divergências? Putz. Mil! Acho que até milhões! Mas, JUNTOS estávamos e JUNTOS continuamos! Eu nunca tenho razão, do ponto de vista dela. Ela também nunca tem razão do meu ponto de vista. No fim, talvez nós nunca tenhamos razão, do ponto de vista do resto do planeta. Mas o que importa é que estamos e sempre estaremos juntos. Apesar de tudo, nós dois, reconhecidamente frágeis e pequenos, conseguimos conquistas imensamente superiores a todos os nossos erros. Temos nossos parentes. Nossos amigos. Nosso cachorro, a quem amamos. Temos nossos dois filhos, que são as obras primas que deixaremos como legado para a humanidade. Enfim, “dando os tramitus por findus”, valeu a pena.
Niney
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