terça-feira, 12 de maio de 2009

Yeshua (ישוע)

O coração, mesmo artificial, não é imune às muitas aflições que nos devoram.

E, impunemente não vive dois milênios.

A flor, dardejando pelos ares encontra um corpo plástico.

Morre, e apodrece.

É seu destino.

Abre-se uma janela, procura-se uma luz.

O corpo busca o que estava escrito.

E escrito estava que voltaria.

E por escrito estava que voltaria, volta, encontrando a liberdade, de cimento feita, o sangue, ácido tornando-se.

A cruz, antes fosse de isopor, o espinho, se frágil fosse.

A lança dilacera, machuca, fere, macera, apesar de na ponta ter uma flor.

A liberdade, acaba sendo vã.

A flor, podre nasceu, sem nascer morreu.

A carne é plástica, elástica, mas ainda vive.

O corpo ama, sem amor.

Sofre sem dor.

Morre, quando nunca teve vida.

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