Yeshua (ישוע)
O coração, mesmo artificial, não é imune às muitas aflições que nos devoram.
E, impunemente não vive dois milênios.
A flor, dardejando pelos ares encontra um corpo plástico.
Morre, e apodrece.
É seu destino.
Abre-se uma janela, procura-se uma luz.
O corpo busca o que estava escrito.
E escrito estava que voltaria.
E por escrito estava que voltaria, volta, encontrando a liberdade, de cimento feita, o sangue, ácido tornando-se.
A cruz, antes fosse de isopor, o espinho, se frágil fosse.
A lança dilacera, machuca, fere, macera, apesar de na ponta ter uma flor.
A liberdade, acaba sendo vã.
A flor, podre nasceu, sem nascer morreu.
A carne é plástica, elástica, mas ainda vive.
O corpo ama, sem amor.
Sofre sem dor.
Morre, quando nunca teve vida.
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